Sistema Brasileiro de Rádio Digital – SBRD – qual será adotado

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Qual padrão de rádio Digital o Brasil vai escolher

No início até se cogitou em criar um padrão brasileiro de rádio digital mais pelo que parece não houve interesse pela pesquisa, desde 2005 iniciaram os primeiros teste com rádio digital no brasil. Em 2007 os testes começaram pra valer com perspectivas de que em pouco tempo teríamos transmissões de rádio digital no brasil, só que ficou na indefinição e pelo que parece agora em 2010 o ministério das comunicações define o sistema a ser adotado no Brasil.
Porque dessa indefinição.
Tudo isso principalmente porque existem dois padrões principais querendo o mercado brasileiro, o sistema europeu Digital Radio Mondiale, ou DRM e o sistema americano In Band on Channel (Iboc) também chamado de HD Radio.
quais diferenças entre esse dois sistemas
Segundo especialistas  a diferença estaria na transparência. Por ser um consórcio de várias emissoras europeias, o DRM não faria distinção na cobrança, enquanto a iBiquity, como empresa, possa dar tratamento diferenciado a um ou outro fabricante.

O que pesa aí é o fato de que já há emissoras que fizeram a aposta no Iboc e compraram equipamentos para a transmissão pelo padrão americano – sendo o exemplo mais citado o da CBN, parte do sistema Globo de rádio. Não chega a surpreender, portanto, que a Abert demonstre preferência pelo Iboc. É sabido, porém, que não há unanimidade entre os radiodifusores. A turma do Sul do país, por exemplo, quer que a escolha recaia pelo DRM.

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Embora os dois sistemas são adequados a transmissão em FM, o sistema americano não é adequado, a transmissão em AM e nas faixas de ondas curtas, como o Brasil é um país continental não podemos deixar de pensar em regiões como a amazônica, onde transmissão em FM não atende as necessidades.

Se for adotado os dois sistemas, na prática, acabaria beneficiando o Iboc – justamente porque o padrão americano foi mais bem-sucedido entre fabricantes de equipamentos. Além disso, ao menos que se invista em aparelhos que recebam sinais tanto de uma quanto da outra tecnologia, os brasileiros que comprarem rádios Iboc não conseguirão ouvir a programação das emissoras que transmitem em DRM, e vice-versa.

Um exemplo de escolha errada foi a operadora de telefonia Vivo ao escolher CDMA (americano) ao invés de seguir as outras com o padrão europeu GSM. Uma escolha errada nesse momento pode atrapalhar os avanços sobre rádio digital no Brasil.

Hoje era para ter saído a decisão final sobre o sistema a ser adotado no Brasil, mais o ministro das comunicações Hélio Costa, deixou o ministério e só piblicou uma portaria que cria o sistema brasileiro de rádio digital mais não define nem um modelo a ser seguido.

Veja na íntegra a portaria que cria o SBRD

PORTARIA No- 290, DE 30 DE MARÇO DE 2010

Institui o Sistema Brasileiro de Rádio Digital – SBRD e dá outras providências. O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e considerando o disposto no art. 27, inciso IV, alínea “b”, da Lei no 10.683, de 27 de maio de 2003, resolve:

Art. 1o Fica instituído, por esta Portaria, o Sistema Brasileiro de Rádio Digital – SBRD.

Art. 2o Para o serviço de radiodifusão sonora em Onda Média (OM) e em Frequência Modulada (FM) deve ser adotado padrão que, além de contemplar os objetivos de que trata o art. 3o, possibilite a operação eficiente em ambas as modalidades do serviço.

Art. 3o O SBRD tem por finalidade alcançar, entre outros, alcançar os seguintes objetivos:

I – promover a inclusão social, a diversidade cultural do País e a língua pátria por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação;

II – propiciar a expansão do setor, possibilitando o desenvolvimento de serviços decorrentes da tecnologia digital como forma de estimular a evolução das atuais exploradoras do serviço;

III – possibilitar o desenvolvimento de novos modelos de negócio adequados à realidade do País;

IV – propiciar a transferência de tecnologia para a indústria brasileira de transmissores e receptores, garantida, onde couber, a isenção de royalties;

V – possibilitar a participação de instituições brasileiras de ensino e pesquisa no ajuste e melhoria do sistema de acordo com a necessidade do País;

VI – incentivar a indústria regional e local na produção de instrumentos e serviços digitais;

VII – propiciar a criação de rede de educação à distância;

VIII – proporcionar a utilização eficiente do espectro de radiofreqüências;

IX – possibilitar a emissão de simulcasting, com boa qualidade de áudio e com mínimas interferências em outras estações;

X – possibilitar a cobertura do sinal digital em áreas igual ou maior do que as atuais, com menor
potência de transmissão;

XI – propiciar vários modos de configuração considerando as particularidades de propagação do sinal em cada região brasileira;

XII – permitir a transmissão de dados auxiliares;

XIII – viabilizar soluções para transmissões em baixa potência, com custos reduzidos; e

XIV – propiciar a arquitetura de sistema de forma a possibilitar, ao mercado brasileiro, as
evoluções necessárias.

Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

HÉLIO COSTA

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2 COMENTÁRIOS

  1. Estou com um novo end: de e-mail e contratei outra banda larga mais veloz que a anterior e estou sentindo falta de uns sites que no atual não tem! Um deles ( Inovaçoes tcnlógicas ) e outro que ví aqui no seu Portal o ( Eletrocalc ) a nova linha não está se conectando a eles.

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